Nossa História

Com o nome de Escola Piollin, a organização foi fundada com o propósito inicial de estruturar um grupo de estudos, pesquisa e produção de teatro, ocupando salas desativadas do antigo Convento Santo Antônio, anexo da Igreja São Francisco, construção do século XVIII. Uma oficina de teatro e um show do compositor e canto Ivan Santos marcam o início das atividades da organização.

Logo no segundo ano de fundação da organização, em 1978, foi realizado o I Encontro de Grupos de Crianças e Adolescentes com a participação de duas cidades do interior da Paraíba: Cajazeiras e Pombal. Esses encontros se repetiram por mais quatro versões com a participação de crianças e adolescentes de outras cidades paraibanas.

Em 1979, o Governo do Estado anuncia as obras de restauração da Igreja São Francisco e Convento Santo Antônio, indicando a saída da Escola Piollin dos imóveis. Um abaixo-assinado mobiliza a opinião pública no estado, bem como em outras regiões do país e a iniciativa articula a mediação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), resultando na escolha do Horto Simões Lopes. Lugar o antigo Engenho Paul de cana-de-açúcar, localizado no bairro do Róger de João Pessoa, o espaço é a atual sede do Centro Cultural Piollin e Piollin Grupo de Teatro. Em 1980, a luta por um novo espaço resulta na assinatura do comodato entre o Governo do Estado e a Escola Piollin para ocupação dos imóveis do antigo Engenho Paul.

Com transferência para o novo espaço, a Piollin segue com as ações no campo da arte-educação voltadas ao público infanto-juvenil, moradores do bairro e de comunidades próximas, durante toda a década de 1980 e 1990. Neste intervalo, o núcleo fundador realiza incursões na área de circo, confeccionando e adquirindo uma lona e produzindo o Festival Paraibano de Palhaços em 1983, 1984 e 1987.

Com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PB), em 2000 o Piollin realiza um planejamento estratégico em que foram definidas a missão, objetivos e principais linhas de atuação da então Escola Piollin para os quatro anos seguintes. Em 2005 o Piollin se torna Ponto de Cultura a partir da aprovação no edital do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura, de maneira a desenvolver ações voltadas à cultura digital, agente cultura viva e escola viva. Nesse mesmo ano, a Escola reforça o circo como área permanente e fundamental de seu projeto pedagógico.

Em 2006, em virtude da necessidade de revisão do estatuto e de adequação à nova realidade do terceiro setor, a Escola Piollin aprova uma nova estrutura jurídica e adota o nome de Centro Cultural Piollin. Em 2009 e 2012, com o apoio do Sebrae-PB, e neste último ano da Ravel Cultural com Rômulo Avelar, o Piollin revisa o planejamento estratégico, de maneira a reafirmar sua missão e visão. Deste modo, segue até os dias de hoje com a atuação junto a expressões de teatro, circo, leitura e meio ambiente por meio de oficinas que têm como fundamento o desenvolvimento o protagonismo cidadão. Para tanto, são realizadas ações de combate à vulnerabilidade, reinserção à escola, fortalecimento de vínculos familiares, encaminhamento a programas assistenciais e monitoria.

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